sábado, 1 de outubro de 2016

O VASO NA MÃO DO OLEIRO


ESBOÇO 431
TEMA: O VASO NA MÃO DO OLEIRO
“Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Então, veio a palavra do SENHOR: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel. (Jr 18.1-5).

Olaria, lugar de fabrico de peças de barro. É impressionante ver o oleiro trabalhar na confecção de tais peças; principalmente a habilidade com que eles trabalham. No entanto, Deus se apropriou dessas experiências para ilustrar expressando algumas verdades espirituais. Ele poderia usar outras formas, mas preferiu aplicar essa lição em relação ao seu povo. O texto trata de forma mais direta sobre a maneira de Deus agir com a finalidade de restaurar uma nação. Podemos aplicar também em relação ao modelar de Deus na vida do homem, com a finalidade de prepará-lo para algo.

Os propósitos de Deus
Ninguém conhece os propósitos de Deus. Eles transcendem qualquer imaginação humana. Por não os entendermos complicamos um pouco, porém ele, na sua multiforme maneira de operar consegue nos moldar aos seus desígnios; e, enquanto isso acontece, passamos por vários processos que jamais gostaríamos, até que a sua vontade seja realizada. Os caminhos que o Senhor nos leva são como labirintos, às vezes nos deixam cheios dos porquês. Lendo alguns textos podemos entender que as nossas mentes não alcançam esses procedimentos, mas sabemos que Deus está no comando (Ec 11.5; Jo 3.8; Is 55.8,9; Jo 13.7).

Profeta na casa do oleiro
Deus leva o profeta até à casa do oleiro; ele poderia até usar outros métodos para expressar as suas verdades, como fez com Ezequiel no vale de ossos secos (Ez 37.1-14) entre outros. O homem não tem vontade própria mediante os propósitos do Senhor em sua vida, ele deve entender que existe sobre ele a soberana vontade de Deus. Jeremias foi levado à casa do oleiro para assistir ao fabrico de vasos de barro (Jr 18.1-4). Todo sofrimento do profeta era para uma finalidade: “fazer a vontade de Deus, anunciando a Israel os seus pecados e o juízo divino sobre ele”. Não importa de que maneira o SENHOR nos use, com ou sem sofrimentos, o que mais importa é fazer a sua vontade. Após tanto sofrimentos, o Senhor leva Jeremias para ver o oleiro trabalhar sobre as rodas com o barro; Depois de pronto, o vaso quebrou em suas mãos, o oleiro toma o barro novamente e refez outro como bem lhe pareceu (Jr 18.4,5).

“O vaso partiu-se nas mãos do oleiro, o qual o refez, porém, diferente do vaso anterior. Esta parábola contém várias lições importantes sobre a obra de Deus em nossa vida. (1) Nossa submissão a Deus como aquele que molda tanto o nosso caráter quanto o nosso serviço para Ele, determina, em grande parte, o que ele pode fazer através de nós. (2) Falta de profunda dedicação a Deus, da nossa parte, pode estorvar seu propósito original para a nossa vida. Deus, se quiser, pode mudar seus planos para nossa vida (“fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer”. V 4)”. B.E. Pentecostal

Muitas vezes Deus quer cumprir alguns propósitos na vida de povos ou pessoas, ele nos usa como instrumentos. As provações que passamos, às vezes são para o bem (I Pe 1.7) de outras pessoas, principalmente quando se trata de uma restauração espiritual de alguém ou de uma nação. Devemos nos colocar nas mãos de Deus e dizer: “SENHOR, faze em mim a tua vontade”. O profeta sofrera perseguições, foi odiado pelos próprios irmãos, amarrado no tronco, ameaçado de morte, nada ele entendia, por essas razões pede a Deus esclarecimento do que estava acontecendo (Jr 32.16.24). Para onde ia Jeremias as coisas aos seus olhos pareciam dá tudo errado. Você conhece a história da bordadeira, nada entendemos quando ela está bordando nos bastidores de roda, o lado avesso nada se entende, é o maior labirinto de fios de tecidos; mas do lado superior se observa a perfeição do que ela está fazendo (Jo 13.7). Tranqüilize o seu coração, o SENHOR está no controle.

BATISMO EM ÁGUAS



ESBOÇO 433
TEMA: BATISMO EM ÁGUAS

No cristianismo a doutrina do batismo é de fundamental importância, e, neste breve estudo, abordaremos alguns pontos interessantes sobre o batismo em águas e considerações relevantes quanto à interpretação bíblica, na qual embasamos a nossa fé e o cumprimento das ordenanças divinas, da vontade de Deus para a sua igreja.

Significado
a) Imersão, sepultamento de pecados, confissão pública da fé;
b) É comparado com o sabão dos lavadeiros (Ml 3.2); a purificação do templo (Jo 2.16); é importante ressaltar que o batismo não é salvação, embora seja para os salvos (Lc 23.43),

Batismos Considerados Biblicamente
a) O batismo no Espírito Santo, resumidamente, é uma concessão especial, sendo através da graça de Deus, um revestimento de poder celestial, imersão nas profundezas do Espírito Santo (Lc 24.49; At 2.1-4).
b) O batismo em águas é a identificação com Cristo, indicando que o crente morreu para a velha vida e entrou em novidade de vida, mediante a redenção de Cristo (Cl 2.12), simbolizando que o crente se identificou com o corpo de Cristo, a igreja, dando testemunho público da sua fé (I Co 12.13). Simbolizando, também, a purificação dos pecados que ocorre no momento da conversão (At 22.16);
c) A bíblia também cita o batismo na morte de Jesus, que ocorre quando um pecador se arrepende, entregando-se a Cristo; é como se ele tivesse imergido na graça de Deus, é o simbolismo da união com Cristo em sua morte, sepultamento e ressurreição (Rm 6.3,4), trata-se de aceitação do sacrifício de Jesus Cristo que é capaz de nos lavar do pecado.

O Batismo de bebês
1. O Pedobatismo não é praticado em nossa igreja pelo fato de uma criança não ter a consciência do pecado, os que batizam crianças acreditam que o batismo é necessário para salvação e que o ato (do batismo) traz em si regeneração, e para dar ênfase a esse argumento dizem que a fé das crianças é substituída pela fé da igreja.
2. Porque fere frontalmente a doutrina bíblica (At 2.41,42);
3. Porque a salvação é individual, embora tenhamos obrigação de conscientizar os nossos filhos, e criá-los no temor da palavra de Deus (Pv 22.6). O batismo em si não salva, embora todo salvo sinta o desejo de ser batizado, tanto em águas quanto no Espírito Santo (Lc 23.43).

Quem pode ser batizado e Quando fazê-lo?
1. Os que professam a fé. Ex: Os que creram no dia de pentecostes (At 2.41); A casa de Cornélio (At 10.47,48); O carcereiro de Filipos (At 16.31-34); Os maiores de 12 anos, com o consentimento dos pais.
2. Os que, preferencialmente, já passaram pelo discipulado da nossa igreja, já tendo conhecimento das doutrinas básicas da igreja;
3. Os que são casados civilmente e os que não têm impedimentos;
4. Quando se tem desejo pessoal (At 8.36);
5. Quando o congregado quer ter compromisso com a igreja

Onde e Como Batizar?
1. O batismo por aspersão ou efusão, é aquele no qual é borrifada ou derramada água sobre o batizado;
2. O batismo por imersão é aquele praticado por nossa igreja, no qual o batizado imerge por completo na água. Compreendendo a concepção bíblica da imersão adotada por nossa igreja, era preciso águas abundantes (Mc 1.10) Jesus saiu da água (Jo 3.23). João batizava onde havia muitas águas (At 8.36-39). Filipe batizou o eunuco num lugar onde havia água, a água que o eunuco transportava, era comum aos viajantes, e não foi o suficiente para batizá-lo. A água significa o sangue de Jesus que nos purifica de todo o pecado, significa também o sepultamento de pecados e o renascimento para uma nova vida, mas é preciso a totalidade, sendo salvo completamente (I Ts 5.23). O Batismo em águas é realizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28.19)

Qual a importância do Batismo nas águas para a Fé Cristã?
1. A importância de seguir as pisadas do Mestre. Jesus foi batizado, ele foi o maior exemplo para os cristãos (Mt 3.13-17; Mc 1.9-11; Lc 3.21,22; Jo 1.32).
2. Porque precisamos ter um redil, não podemos ser ovelhas sem pastor (Jo 10.16).
Todos nós, os salvos, sentimos o desejo de nos apropriarmos das bênçãos que Deus (nos) disponibiliza aos seus através da sua igreja genuína; no entanto, precisamos ter identidade denominacional, fazermos parte de uma igreja local, com a qual temos familariedade, sendo assíduos, obedientes, querermos livremente ser acompanhados e vivermos congregados até a volta de Jesus (I Co 15.58).
Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil

TEMA: DESEJANDO O EPISCOPADO


ESBOÇO 434
TEMA: DESEJANDO O EPISCOPADO
“Quem deseja o episcopado excelente coisa deseja”
I Timóteo 3.1

            Desejar não é nada demais. Porém, no excesso desse desejo é onde está todo problema. Há muitas coisas desejáveis nessa vida: posição, fama, dinheiro, privilégios etc. No ministério cristão sucedem as mesmas coisas; o desejo pelo episcopado (I Tm 3.1; 1.1). A palavra “episcopado” significa pastorado, e as palavras “epíscopos” e pastor no grego têm significados idênticos ao de bispo, (pastor), presbítero, ou ancião; muitos, por não conhecerem esses significados, desprestigiam umas e valorizam outras palavras no mesmo sentido . Ouvi certa vez em um programa de rádio, um ouvinte ligar e tratar o apresentador de pastor, ele imediatamente respondeu: Você está me diminuindo, eu sou bispo, e o ouvinte educado que foi, mesmo sendo induzido ao erro, pediu desculpas. É interessante refletir (Ef 4.11).

Controlando as Aspirações
O desejo pelo episcopado deve ser controlado, pois tudo o que excede gera situações desagradáveis. O  cristão que aspira a ser obreiro na seara do Mestre deve ter controle nesse desejo, antes de tudo, tendo em mente o que disse Paulo aos romanos (Rm 9.15,16). Quando o sentimento não é controlado compromete o desenvolvimento da igreja e do próprio indivíduo. Muitos não têm a dimensão do que é ser um líder espiritual, para os tais, a visão principal é de privilégios; esses estão totalmente enganados.

Considerando a Chamada
Devemos levar em consideração as particularidades e propósitos de Deus para o indivíduo. A chamada de Deus jamais deve ser motivo de orgulho, mas de um sentimento de responsabilidade muito profundo. Encontramos em alguns textos nas escrituras pessoas sendo chamadas, mas que reconheciam a sua incapacidade para desenvolverem qualquer tarefa espiritual (Ex 4.10; Jz 6.15; Is 6.5; Jr 1.1.6) e tantos outros. Nesse ministério espiritual ninguém tem sucesso se Deus não capacitá-lo (2 Co 3.5; 10.4). Além de sermos eternos aprendizes, a fonte do conhecimento de Deus é inesgotável (At 11.17; Rm 11.33).

Muitas pessoas preocupam-se em como chegar ao episcopado; não é necessário fazer manobras para alcançá-lo. Se Deus tem propósitos, ele vai acontecer, mas precisamente no tempo. Muitos não têm paciência em esperar e consagram-se a si mesmos; tenha cuidado! “Ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão (Hb 5.4).

As consternações do episcopado
Geralmente as pessoas que aspiram ao episcopado não imaginam o que pode encontrar pela frente durante o exercício do seu ministério; não é tão fácil como muitos pensam, porque a quem mais é dado, mais será cobrado (Lc 12.48b;Tg 3.1). Os sofrimentos sempre marcaram as vidas dos homens de Deus: Moisés foi  o maior líder da história da humanidade, o trajeto da sua chamada envolveu sofrimentos; mesmo antes do seu nascimento, faraó ordenou a matança dos meninos (Ex 1.15); sendo já grande, preferiu sofrer com o povo de Deus (Hb 11.25,26). Os sofrimentos precedem a chamada daquele com quem Deus tem propósitos, principalmente, quando ele se envolve e desenvolve algum trabalho para Deus. Moisés enfrentou muitos impedimentos, estes são os obstáculos para tudo o que queremos fazer para Senhor. Alguns episódios: Mirian e Arão se levantaram contra Moisés (Ex 15.20); Coré, Datã e Abirão questionaram a autoridade espiritual de Moisés (Nr 16.). A autoridade não se obtém dessa forma, Deus nunca aprovou atitudes de desobediência contra aqueles a quem ele põe à frente do seu povo, e os que assim procedem sofrerão as consequências (Nr 16.32; 26.10).

As marcas do episcopado
As marcas de Cristo no ministério: Paulo carregava sobre si marcas que nada mais eram que sofrimentos na execução da obra de Deus. Tanto os relatos de Lucas em atos, quanto o dele próprio conforme as suas cartas, desde a experiência do caminho de Damasco até o final com a trágica morte por amor a Cristo e ao evangelho (2 Co 11.16-33). Jamais procure aumentar a dor do sofrimento de um homem chamado por Deus. Não se oponha para pô-lo em provações, tenha cuidado! Algum dia, em algum lugar, Deus vai te provar também, e a prova será um murmurador no teu caminho. Nada é mais doloroso para um líder espiritual do que consagrar uma pessoa para o ministério e o tal,  mais tarde, se levantar contra ele.

            Amado, se você tem sofrido na obra, saiba, porém, que você tem um amigo que não lhe abandonará. Paulo sofreu solidão (2 Tm 4.9;11,21); abandono (2 Tm 4.10); traição (2 Tm 4.14,15); privações (2 Tm 4.13); ingratidão (2 Tm 4.4.16). A vida cristã não é cercada por privilégios, mas de lutas constantes até ao final da batalha, porque a nossa luta é espiritual (Ef 6.10). Deus te guarde dos maus obreiros durante o teu ministério. Que você termine a sua carreira de forma digna; não importa se fisicamente, o mais importante é a vida espiritual (2 Tm 4.7,8).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/ Brasil
Assunto Ministrado na 9ª EBO em Itapissuma - PE

CONDUTA CRISTÃ



ESBOÇO 434
TEMA: CONDUTA CRISTÃ
“Finalmente irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é puro, tudo o que amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Fp 4.8

            Quando falamos em conduta entendemos significar procedimento ou comportamento, ou seja, como as pessoas se conduzem no seu cotidiano. A conduta cristã deve ser vista de modo que eleve a palavra de Deus. O cristão deve ter duas coisas imprescindíveis: as suas características e conduta, e estas devem ser à luz da palavra de Deus. Meditaremos, nesse simples esboço, sobre a importância desses dois termos.

Característica - Entende-se como um elemento (constitucional) que faz parte da apreciação e deriva da análise das qualidades de um reminiscente. Conduta é a maneira de alguém se conduzir, se comportar. Procedimento, comportamento. Podemos dizer serem eles regidos pela Ética que é o (nome geralmente dado ao) ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. Podemos dizer também que Ética é a parte da filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana. Nesse assunto não podemos deixar de falar sobre o caráter que é conjunto de traços particulares, o modo de ser do indivíduo ou de um grupo; índole, natureza e temperamento. Também é um conjunto de qualidades “boas ou más” que determinam a conduta e concepção moral.

Conduta Cristã
Quando falamos em conduta, dizemos que é o ato ou efeito de conduzir-se, procedimento moral quando bom ou mal, ela envolve:
Crença em Deus (Mc 11.22; Jo 14.11,12);
Obediência (Dt 6.5; Ec 12.13; Mt 22.37; Lc 1.6; Ef 5.1);
Crença em Cristo (Jo 6.29; I Jo 3.23);
Amor a Cristo (Jo 21.15; I Pe 1.7,8);
Obediência a Cristo (Jo 14.21; 15.14; Rm 6.18; 14.8; 2 Co 5.15; I Pe 2.21-24)

No andar
Como filhos da luz (Ef 5.8);
De modo digno da vocação ( Ef 4.1);
De modo digno de Deus (I Ts 2.12);
Em novidade de vida (Rm 6.4);
Honestamente (I Ts 4.12);
Andar segundo o Espírito (Gl 5.25);
No amor uns aos outros (Jo 15.12; Rm 12.10; I Co 13.1-3; Ef 5.2; Hb 13.1).

Nos Relacionamentos
Perdoar as ofensas (Mt 5.39-41; 6.14; Rm 12.20; I Co 6.7)
Viver em Paz (Rm 12.18; Hb 12.14);
Visitar os aflitos (Mt 25.36; Tg 1.27);
Ser justo no trato de uns para com os outros (Mt 7.12; Lc 6.31);
Compadecer-se dos outros (Gl 6.2; I Ts 5.14);
Honrar os outros (Sl 15.4; Rm 12.10);
Cumprir os deveres no lar (Ef 6.1-8; I Pe 3.1-7);
Sujeitar-se às autoridades (Rm 13.1-7);
Ser generoso uns para com os outros (At 20.35; Rm 12.13);
Ter contentamento (Fp 4.11; Hb 13.5);
Bem-aventurança de perseverar (Sl 1.1-3;19.9; 50.23; Mt 5.3-12; Jo 15.10;  7.17)

Na Conservação Espiritual
Quando o indivíduo tem uma conduta cristã, ele procura zelar pela sua fé:
Lutar pela fé (Fp 1.27; Jd 3.);
Abster-se de todo pecado (I Co 5.7; Ef 4.26; Cl 3.5; I Ts 5.22; Hb 12.1; Jd 23);
Buscar a santidade e a bondade (Mt 5.16,48; 2 Co 7.1; Fp 4.8; I Ts 5.15; I Tm 4.12; 6.11; 2 Tm 3.17; Tt 2.7,10; Tg 1.19; I Pe 2.12);
Vencer o mundo (Sl 1.1; 2 Ts 3.6; Tt 2.12; I Jo 5.4,5)
Prestar serviço ao Senhor (I Co 15.58; I Ts 4.1).

As observações desses requisitos só trarão benefícios que resultarão em: Crescimentos, aptidão para exercer tarefas no serviço cristão, em exemplo para os que estão de fora, influenciarão positivamente sobre as outras pessoas e adquirirão muita confiança. Fazendo isso estaremos no caminho certo.
Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

O MILAGRE DO SAL


ESBOÇO 435
TEMA: O MILAGRE DO SAL
“Os homens daquela cidade disseram a Elizeu: Eis que é bem situada esta cidade, como vê o senhor, porém as águas são más, e a terra estéril. Ele disse: trazei-me um prato novo e ponde nele sal. E lho trouxeram. Então ele saiu ao manancial das águas e deitou o sal nele e disse: Assim diz o SENHOR: Tornei saudáveis estas águas; já não procederá daí morte e nem esterilidade”. 2 Rs 2.19-21

        Sabemos que o sal tem duas prioridades, são elas: CONSERVAR e SALGAR e não tornar água amarga em doce e nem tirar a esterilidade da terra, entretanto, o que aconteceu foi um milagre que não sabemos explicar porque é uma realização sobrenatural, cuja dimensão só Deus sabe como funciona. Existem textos bíblicos que fala sobre o sal em alguns sentidos, no antigo testamento e novo. Discorreremos de forma simples sobre esse milagre.

Contexto histórico
A cidade de Jericó era boa a vista do profeta Elizeu, isso fora confirmado pelos próprios moradores, porém existiam dois problemas que eles consideravam graves:
1. A água era ruim;
2. A terra era estéril.

Não há nada tão belo que seja totalmente completo, a Cidade de Jericó era bem situada, porém duas coisas eram imprescindíveis para a sobrevivência água para beber e a terra para produzir frutos, mas para que a água e a terra sarassem seria necessário um milagre da parte de Deus, era preciso que alguém fosse usado por ele.

Deus sempre se utilizou de métodos simples para realizar milagres, podemos ver em toda trajetória do povo de Deus na terra. Nesses episódios homens estavam envolvidos, é claro que não era qualquer um, mas os escolhidos por Deus para realizar a sua obra. A presença deles fazia toda a diferença, aonde quer que fossem; em Jericó ou em qualquer outro lugar do mundo. Águas amargas se tornaram doces (Ex 15.22-25); O azeite da viúva (2 Rs 4.1-7); O filho da sunamita (2 Rs 4.8-37); A morte que havia na panela (2 Rs 4.38-41); Vinte pães satisfazem cem homens (2 Rs 4.42-44; Naamã é curado da lepra (2 Rs 5.1-14); o flutuar do machado (2 Rs 6.1-6); às águas do mar (2 Rs 2.19-21). Em cada milagre algo era utilizado. Jesus também realizou milagres com as mesmas características (Jo 2.6-7; 9.6,7; Mc 8.22).

O maior milagre da contemporaneidade
O milagre da atualidade é a igreja ser o sal da terra “Vós sois o sal da terra” (Mt 5.13,14), o sal em ação dá gosto e conserva, se ele for insípido com que há de salgar e conservar. A Igreja tem um papel fundamental e importante no mundo, ela é o sal em ação.

        Deus ainda continua a realizar milagres por toda terra através do seu evangelho, não há milagre da salvação sem evangelho. Também muitas vezes nos encontramos em situações que parecem sem soluções, mas quando acreditamos no SENHOR geralmente os milagres acontecem. Ele ainda é o mesmo. A terra de Jericó era estéril e a água ruim, mas o Senhor mudou e ainda muda situações, acreditem.

Pr. Elis Clementino

DOIS É MELHOR DO QUE UM



ESBOÇO 437
TEMA: DOIS É MELHOR DO QUE UM
“Melhor é serem dois do que um; porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um o outro levanta o companheiro; ai, porém, do estiver só; pois, caindo, não haverá quem levante...” Ec 4.9-12.
Tudo o que realizamos em grupo necessita de unidade. As pessoas podem unir-se para várias finalidades, pois a unidade soma forças, e, através dela podemos alcançar muitas coisas. Unidade é ação coletiva orientada para o mesmo fim, coesão, união; inclusive, os primeiros homens descobriram que nada podiam fazer sozinhos. Salomão fala da vantagem em cooperarmos uns com os outros (Ec 4:9-12; Gn 2.18). Discorreremos nesse assunto sobre a necessidade de vivermos em grupos.
O ISOLAMENTO
O Isolamento pessoal é um dos principais motivos da desmotivação, as pessoas se sentem mais motivadas quando estão próximas uma das outras. Alguns fatores contribuem para o isolamento social; esse transtorno pode afetar pessoas de todas as idades, sendo mais provável acontecer com pessoas em estado de depressão, cujos motivos são diversos. As pessoas que se isolam, geralmente, não confiam nas outras pessoas; acham que tudo podem fazer sozinhas; deprimem-se ainda mais por não alcançar os seus objetivos e não buscam ajuda.
COMPANHEIRISMO E SOLIDÃO
Companheirismo exige esforços; esforço para não procurar servir a si mesmo, mas a Deus e aos nossos semelhantes; (Não realizar obras sem envolver outras pessoas) esforço para saber viver em grupo, não realizando obras sem envolver outras pessoas, querendo  (não) viver na independência; busque companhia, seja membro de uma equipe e reconheça que necessita de ajuda. Há três tipos de solidão: Emocional, social e existencial.
A solidão emocional. Esse tipo envolve a falta ou perda de uma relação psicologicamente íntima com outras pessoas. O indivíduo emocionalmente solitário (se sente só, ele) pode recuperar-se ao estabelecer relacionamentos mais profundos com outras pessoas.
A solidão social (essa) produz um sentimento de falta de propósito, de ansiedade; nessa ocasião o indivíduo se sente como se tivesse fora do tempo, “desligado do mundo”. Essas pessoas necessitam urgentemente de novos e profundos relacionamentos ou de integrar-se a um grupo.
A solidão existencial acontece quando a pessoa está afastada de Deus; a vida para ela não tem sentido e nem propósito, essas pessoas necessitam de uma vida de intimidade com Deus; para isso elas precisam se integrar a uma comunidade cristã que lhes dê a devida atenção.
Há momentos em que necessitamos nos isolar por um período de tempo curto, com a finalidade de nos renovar e meditar, de outra maneira a situação é desagradável e penosa.
EXEMPLOS 
Temos alguns exemplos de pessoas que sozinhas o desgastes seria muito maior, e (eles) as tais não alcançariam o objetivo. Moisés enviou dez espias (Nr 13.17-20); Depois ele queria dirigir e julgar o povo sozinho, no entanto, recebeu conselhos do sogro (Ex 14.18-27); Gideão contou com os trezentos, não é com a maioria que sempre podemos contar (Jz 7.5-7).
“Gideão foi o juiz que libertou os filhos de Israel dos midianitas, mas não o fez sozinho. Os midianitas eram povos nômades árabes dos desertos da Síria e da Arábia. Esse povo oprimia Israel roubando suas colheitas e também seus animais. Eles tinham invadido a parte central da Palestina. Em um de seus ataques eles mataram os irmãos de Gideão, em Tabor. Foi então que Gideão (recebeu) teve uma experiência com Deus, (onde) quando o Anjo do Senhor o chamou, para fazer dele o libertador de Israel. Deus ordenou-lhe que derrubasse o altar de Baal  e erguesse ali um altar dedicado a Deus. Gideão reuniu uma pequena força com apenas 300 homens e surpreendeu os midianitas sob a escuridão da noite, levando-os em direção ao  rio Jordão, capturando e matando dois dos príncipes midianitas,  Orebe e Zeebe. Continuando a perseguição até às margens do rio Jordão, alcançou os reis midianitas Zeba e Salmuna e os executou. Considerado um herói militar, Israel quis fazer dele um rei, mas, surpreendentemente, Gideão recusou tal oferta. A única coisa que quis foram os brincos de ouro que havia tomado como parte dos despojos de guerra. Isso lhe foi dado e ele fez com esse material uma estola sacerdotal para honrar a Yahweh. A estola era um tipo de veste sacerdotal (Juízes 8:27). O serviço prestado por Gideão foi um fato muito importante na história de Israel, antes da monarquia. Gideão foi um exemplo de servo humilde e fiel a Deus.” Fonte Wikipédia.
Gideão sozinho nada poderia fazer, mas necessitava apenas de pessoas comprometidas para ajudá-lo. Muitas vezes o orgulho não nos permite reconhecer a necessidade de envolvermos outras pessoas nos nossos projetos, porém, elas são importantes. Há proveito em colaborarmos uns com os outros. “A vida é destinada ao companheirismo, não ao isolamento; à intimidade, não à solidão. Algumas pessoas preferem o isolamento; pensam que não podem confiar em ninguém. Não estamos aqui para servir a nós mesmos, mas a Deus e a nossos semelhantes. Não se isole ou tente andar sozinho! Busque companhia, seja membro de uma equipe.” B.A.P.
Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

RELACIONAMENTO DE AMIZADE



ESBOÇO 438
TEMA: RELACIONAMENTO DE AMIZADE
“Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce um irmão.” (Pv 17.17)
Somos criaturas sociais, inclusive, o próprio Deus declarou: “Não é bom que o homem esteja só”, ou seja, ele viu a necessidade da proliferação da raça, e assim formou uma comunidade social; por isso, o ser humano não foi criado para viver em conflitos; mas os interesses pessoais o levaram à subversão.
Os primeiros conflitos
Adão e Eva acusavam um ao outro de serem responsáveis pela desobediência (Gn 3.12,13), finalmente, os dois eram culpados porque ambos desobedeceram ao Senhor.  O homem é responsável pelos seus atos. Adão e Eva (eles) sofreram as consequências pelo que fizeram (Gn 3.14-24). O pecado gera pecado. Logo após houve uma tragédia com seus filhos Caim e Abel, (Gn 4.1-8), também recebeu a justa recompensa (Gn 4.11-15). Mais tarde, mais um problema familiar entre Abrão e Ló seu sobrinho (Gn 13.7). O pecado de Adão e Eva germinou, “assim também a morte passou a todos os homens...” (Rm 5.12), por isso toda humanidade geme (Gl 5.6,7), e, finalmente, de que se queixará o homem? (Lm 3.39).
População e relacionamento
Provavelmente a população mundial, atualmente, já passou dos 7 bilhões; essa número sempre está em crescimento, e na proporção que cresce aumentarão ainda mais os problemas. Hoje o maior desafio é o relacionamento nesse mundo abarrotado de pessoas. As relações interpessoais estão ficando cada vez mais difíceis pelas diferenças, existem pessoas que dizem: “Há que saudade dos tempos antigos! Quando sentávamos nas calçadas das nossas casas para prosar, tranquilos, sem que alguém nos incomodasse...” realmente, essa é uma verdade expressa por aqueles que vivenciaram aquela época. Na contemporaneidade a maioria das relações tem sido marcada por conflitos, ficamos tristes em ver os danos causados por essa agitação; o amor está em extinção por causa do aumento da ambição e maldade. Jesus, no seu sermão profético, ele disse que se aborrecerão uns aos outros sem causa (Mt 24.9-12). Essa é a realidade de hoje, ninguém suporta mais ninguém, o ódio entra em ação de imediato sem qualquer diálogo, se falarmos em perdão para muitas pessoas elas são capazes de perguntarem: o que é isso? Essa realidade foi também expressa por Paulo ao Jovem Timóteo: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos” (2 Tm 3.1,2). Trabalhosos porque querem servir a Deus da sua maneira e pensamentos (2 Tm 4.3) “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências”. Se continuarmos o restante do texto, veremos que a situação será muito pior daqui pra frente (2 Tm 3.3-13). “O ser humano é tão inteligente e não consegue se educar” (CLEMENTINO 2012).
A ambição pelas coisas
Há uma inversão de valores, as coisas estão ficando cada vez mais valiosas do que as pessoas; as buscas pelas coisas marcaram também a vida dos discípulos, eles discutiam entre si para saber quem seria o maior no reino do Céu (Mc 9:34; Lc 9:46). Não devemos ambicionar as coisas altas, de forma doentia (Rm 12.6). Devemos lutar pelos nossos ideais, sem, contudo, desvalorizar as pessoas, pois elas são mais importantes do que as coisas. O homem, em busca de poderes, fama e dinheiro, é capaz de tudo: humilhar, desprestigiar outrem e até tirar a vida como se ela nada valesse (Tg 4.1-3). O Apóstolo Paulo comentou várias vezes sobre a desunião na Igreja, e apelou pela paz. Em suas viagens missionárias houve muitos conflitos; na sua carta a Igreja de Corinto ele expressou o seu temor em visitá-la e encontrar “contenda, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos” e outras tensões interpessoais. Os crentes desordenados representam um conflito para a igreja (I Co 5.1-13).
Relacionamento por conveniência
As pessoas que se relacionam por conveniência não terão sustentabilidade nesse relacionamento, um dia ele é quebrado, porque é um relacionamento sustentado por interesses pessoais. Ninguém é perfeito, um dia, uma das partes ficará insatisfeita. O verdadeiro amigo, nos momentos mais difíceis torna-se mais do que um irmão (Pv 17.17; Jo 15.13).
            Devemos nos relacionar bem e sem conflitos; mesmo reconhecendo que vivemos no aglomerado de pessoas, deixemos de lado qualquer coisa que gere ações conflitantes. Jamais devemos atropelar os nossos semelhantes para conseguir algo que esteja em nossa mente, nem tão pouco nos relacionarmos por conveniência; a nossa amizade deve ser sincera e humilde dentro da igreja e fora dela, isso sirva de ornamento em nossas vidas.
Pr. Elis Clementino