terça-feira, 4 de outubro de 2016

A NATUREZA DO AMOR A DEUS



E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. Mateus 22:37,38    
Jesus não teve a menor hesitação em afirmar que o primeiro, o maior e principal dos mandamentos era este: “Amarás teu Deus...” (Mc 12.30). Para o Senhor era a obediência a este mandamento que dava à fé que ele pregava toda a sua novidade.
É o amor a Deus que cria uma atmosfera nova para a relação entre o ser humano e o criador. Aqui encontramos um novo elemento jamais encontrado em qualquer religião fora da tradição judaico-cristão é que permite a pessoa, um relacionamento de intimidade e de estar à vontade na presença de seu Deus.
A descrição que Jesus faz deste amor é até certo ponto a mesma que é feita por Dt 6.5 onde este mandamento se encontra originalmente: é algo que envolve todo coração, toda alma e toda a força. Isto quer dizer que envolve o sentimento e se prolonga por toda a vida e alcança todas as ações da pessoa.
Mas Jesus acrescentou algo que não se encontra no texto original: “todo o teu entendimento”. Não era algo desvinculado do raciocínio, é um amor consciente de si mesmo, de sua existência, que reflete sobre a sua razão de ser, na natureza e sobre suas conseqüências na vida de cada dia.
AMAR A DEUS: PORQUE?
Esta pergunta tem sua resposta tão clara e nítida que nos motiva a viver e desfrutar ainda mais este amor: “nós amamos porque ele nos amou primeiro” (I Jo 4.19). Se não fosse essa revelação de Deus a seu respeito o cristão sentiria por ele aquilo que sentem os que não o conhecem: medo, respeito, e pavor.
O cristão ama a Deus porque ele é seu Pai criador, assim como o sentimento humano leva o filho a amar seu pai terreno, da mesma forma ele gera no coração do cristão o amor para com seu pai eterno. É porém, o amor revelado em Cristo na cruz para a redenção humana a maior força para atrair a pessoa a amar a Deus.
É um mandamento, que se inicia com o verbo AMARÁS. Apesar de Deus não ter necessidade, ele deseja ser amado pelos seus filhos. Ele quer que o ser humano se relacione com ele em termos de amor, o único tipo de relacionamento que é natural ao modo de ser do próprio Deus.
O amor a Deus é a mola que faz desabrochar um novo estilo de vida, todo um novo estado de sentimentos interiores. É um novo fato para a existência. É por isso que Jesus declarou ser este o maior, o principal e o primeiro de todos os mandamentos, fazendo dele o mais importante de todos os seus imperativos.
Transcrito por Litrazini

QUANDO A VIDA NÃO FUNCIONA


Então Isaque despediu Jacó e este foi a Padã-Arã, a Labão, filho do arameu Betuel, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e Esaú. — Gênesis 28.5
Jacó esperou muitos anos pela bênção prometida e, depois de recebê-la, teve de ir para o exílio. Ele foi forçado a deixar os seus queridos pais, e estes foram separados do seu amado filho por um longo tempo.
À primeira vista, pode-se pensar que isso não era tão ruim. Mas é muito difícil para qualquer pessoa deixar o pai e a mãe, uma herança e um ambiente confortável e fugir em miséria e pobreza.
Esse é um exemplo maravilhoso que nos mostra como Deus trabalha. Ele requer que confiemos em suas palavras e em suas promessas até mesmo quando o oposto dessas promessas estiver acontecendo conosco.
Jacó obteve a bênção prometida, mas precisou agarrar-se a ela por meio da fé e não duvidar do que não podia ver.
Jacó nada tinha a não ser um cajado na mão e um pedaço de pão na sacola. Ele estava pobre, sozinho e exilado, mas confiava nas promessas de Deus.
O exemplo de Jacó nos ensina a viver pela fé. Devemos crer em Deus quando ele promete nos amar e nos proteger, cuidar de nós e nos ouvir, mesmo que não possamos ver isso acontecendo.
Essa história foi escrita como um exemplo para nós. Devemos aprender a confiar na Palavra visível do nosso invisível e incrível Deus.
Pelo fato de Deus não mentir nem nos enganar, esperamos com confiança e paciência que ele cumpra sua promessa.
Isso é difícil para nós porque estamos acostumados a coisas que podemos tocar, ver ou sentir.
Precisamos aprender a abandonar o que podemos experimentar apenas com nossos sentidos e viver de acordo com o que é invisível.
Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.
Por Litrazini

A LETRA MATA, E O ESPÍRITO VIVIFICA


COMO ENTENDER?
O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. (2 Co 3.6)
“Não é a lei nem a Palavra de Deus escrita, em si mesmas, que destroem. Trata-se, pelo contrário, das exigências da lei, que sem a vida e o poder do Espírito, trazem condenação. Mediante a salvação em Cristo, o Espírito Santo concede vida e poder espiritual ao crente para que este faça a vontade de Deus. Mediante o Espírito Santo, a letra da lei já não mata” (Bíblia de Estudo Pentecostal).
“No seu contexto, esta linha de 2 Coríntios 3:6 expressa um contraste importante entre a impropriedade do sistema do Velho Testamento e a suficiência de Cristo para nos salvar do pecado.
A "letra" representa o "ministério da morte, gravado com letras em pedras" que foi dado aos israelitas através de Moisés (3:7,3).
O “Espírito” representa a nova aliança de Cristo, revelada através do Espírito Santo e escrita em nossos corações (3:3,4,6,8)”.
Há pregadores que se jactam, embora seja um número reduzido, de pregar somente sob a direção do Espírito, sem precisar recorrer à Palavra.
Ora, o Espírito ajuda o mensageiro a desenvolver e se lembrar do que foi lido e assimilado.
A lei mata no sentido em que ela expõe o pecado e aponta o castigo correspondente. Pela lei, os transgressores são condenados e morrem em seus delitos.
Porém, os que são de Cristo recebem poder para neutralizar as paixões carnais, guiados que são pelo Espírito Santo.
A Palavra de Deus não pode ser colocada em segundo plano na evangelização porque “é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redarguir [argumentar], para corrigir, para instruir em justiça” (2 Tm 3.16)
Pr. Airton Evangelista da Costa
Por Litrazini

A PALAVRA DE DEUS


“...Ele te humilhou, e te deixou ter forme, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que nem só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor, disso viverá o homem”. Deuteronômio 8.3
O QUE A PALAVRA DE DEUS PRODUZ EM NÓS?
ORIENTAÇÃO (Salmo 119.105);
ESTABILIDADE (Efésios 4.14);
SABEDORIA (Salmo 119.99-100);
VITÓRIA CONTRA O PECADO (Salmo 119.11);
PAZ (Salmo 119.165);
ESPERANÇA (Romanos 15.4);
REVELAÇÃO (Hebreus 4.12)
O QUE NÓS DEVEMOS FAZER COM A PALAVRA DE DEUS?
DESEJAR (I Pedro 2.2);
TEMER COM TREMOR (Isaías 66.2);
EXAMINAR (Atos 17:11);
BUSCAR (Isaías 34.16);
GUARDAR NO CORAÇÃO (Deuteronômio 11.18; Colossenses 3.16);
PRATICAR (João 15.7; Tiago 1.22-25);
ENSINAR (Deuteronômio 11.19)
COMO DEVEMOS LER A PALAVRA DE DEUS
a). Começar pelos evangelhos. Ler, na ordem, os quatro evangelhos no mínimo duas vezes. Depois o livro de Atos, as epístolas e por último Apocalipse.
b) Os tipos de leitura são:
Devocional: Nesse tipo de leitura a ênfase está em particularizar a Palavra, não levando em conta o aspecto histórico, doutrinário, etc. Se lê poucos versículos, meditando, “ruminando” a Palavra para extrair tudo para nossas vidas, em caráter pessoal.
Sistemática: Nessa tomamos a Palavra como um todo, de maneira ordenada. Deve-se ler capítulos para que não se perca o contexto.
c) Ler com oração, pedindo que o Espírito Santo descortine a Palavra para nós
d) Memorizar as verdades centrais da Palavra
e) Ler primordialmente o novo testamento pois nele estão contidas as realidades e não as sombras (Colossenses 2:16,17)
Devemos ter uma disciplina de leitura e meditação da Palavra de Deus. Não devemos afrouxar nem um pouco nesse ponto. Quando nos distanciamos da leitura constante da Palavra de Deus corremos o risco de cair no fanatismo (na prática é observar preceitos de homens cegamente sem questionar pela Palavra de Deus) ou misticismo (interpretar a Palavra de acordo com as experiências espirituais subjetivas; espiritualidade sem fundamento).
O sangue de muitos irmãos foi derramado para que a Palavra de Deus conforme temos conosco pudesse ser preservada; inúmeras foram as tentativas de tirá-la de nós ou de ridicularizá-la, porém ela permanece como uma rocha perante tudo isso.
Nós que cremos na restauração do Senhor temos que ser, mais do que ninguém, fiéis à leitura constante da Palavra para que possamos receber revelação de Deus sobre a plenitude de Deus na Igreja.
Transcrito Por Litrazini

VENCENDO SUAS BATALHAS ESPIRITUAIS


No campo de batalha da tentação, os cristão devem assegurar-se da vitória. Nós temos uma maneira de permanecer na batalha. Jesus. Senhor do Céu. Vencedor da Morte. Ele é nossa arma secreta.
São poucos os dias que passam sem que fiquemos frente a frente com uma decisão inevitável, imprevisto e sem convite. Como uma avalanche, estas decisões caem sobre nós sem aviso. Elas desorientam e perturbam. Rápido. Imediato. Inesperado. Sem conselho, sem estudo, sem recomendação. Pow! Inesperadamente você é lançado no mar de incerteza e apenas o instinto determinará se você cairá em pé.
Quer um bom exemplo? Olhe para três apóstolos no jardim. Dormindo profundamente. Cansados depois de uma refeição completa e de uma semana cheia, suas pálpebras muito pesadas, foram acordados por Jesus apenas para voltar a cair na terra dos sonhos. A última vez, entretanto, que eles foram acordados por Jesus para retinir espadas, acender tochas e falar em altas vozes.
"Lá está Ele!" "Vamos pegá-lo!" Um grito. Um beijo. Um arrastar de pés. Um pequeno conflito. Inesperadamente é hora de decisão. Sem tempo para aconchego. Sem tempo para oração. Sem tempo para meditar ou consultar os amigos. Decisão.
Pedro toma a sua. A espada é tirada. A orelha é arrancada. Jesus o repreende. E agora? Marcos, que aparentemente era um jovem testemunha ocular, escreveu estas palavras, "Então todos o abandonaram e fugiram." Marcos 14:50
Essa é uma maneira sutil de dizer que eles correram como ratos assustados. A única coisa que estava se movendo mais rápido que seus pés era a velocidade de suas pulsações. Todas aquelas palavras de fidelidade e compromisso foram deixadas para trás em uma nuvem de poeira.
Mas antes de darmos uma dura nesses seguidores de pés rápidos, olhemos para nós mesmos. Talvez você tenha estado no jardim de decisão algumas vezes. A sua lealdade alguma vez foi desafiada? Você alguma vez já passou por este alçapão do diabo?
Para o adolescente poderia ser um cigarro de maconha sendo passado pelo círculo. Para o homem de negócios poderia ser uma oferta para fazer um desconto "por baixo da mesa". Para a esposa poderia ser uma chance para ela dar seus "dois dedos" de suculenta fofoca. Para o aluno poderia ser a oportunidade de aumentar sua nota olhando para o teste de seu amigo. Para o marido poderia significar um impulso de perder sua paciência com os gastos de sua esposa. Em um minuto estamos em um barco calmo em um lago conversando sobre pesca, no minuto seguinte temos um bastão de dinamite em nossas mãos.
Na maioria das vezes, o resultado final é catástrofe. Ao invés de tirar o estopim da bomba calmamente, deixamos explodir. Encontramo-nos fazendo exatamente o que detestamos. A criança em nós dá o bote, incontrolável e desenfreado, e o adulto em nós vai atrás balançando sua cabeça.
Agora, isso não precisa ser assim. Jesus não entrou em pânico. Ele, também, ouviu as espadas e viu os tacos, mas Ele não perdeu Sua cabeça. E era Sua cabeça que os romanos queriam!
Relendo a cena do jardim vemos porquê. Uma afirmação feita por nosso Mestre oferece duas ferramentas básicas para nos mantermos frios no calor de uma decisão. "Vigiem e orem para que não caiam em tentação."  Marcos 14:38
Tudo o que Jesus está dizendo é, "preste atenção". Você conhece sua fraqueza. Você também conhece as situações nas quais sua fraqueza está mais vulnerável. Fique fora destas situações. Bancos traseiros. Hora avançada. Boates. Jogos de pôquer. Qualquer coisa que dê a Satanás um apoio para o pé em sua vida, fique longe disso. Preste atenção!
Segunda ferramenta: "Ore". A oração não vai contar nada de novo a Deus. Não existe nem pecador nem santo que O surpreenderia. O que a oração faz é convidar Deus para andar na trilha escura da vida conosco. A oração pede a Deus para olhar adiante por árvores que caem e por pedregulhos que desabam e para ficar na retaguarda, nos escoltando contra os dardos venenosos do diabo.
"Vigiem e orem". Bom conselho. Vamos aceitá-lo. Pode ser a diferença entre um dia tranqüilo no lago e um bastão de dinamite explodindo em nossas caras.
Notas:
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida
Texto original extraído do site www.maxlucado.com
Max Lucado
Por Litrazini

CASTIGO OU PROTEÇÃO?


Deus planejou cuidadosamente a nossa vida, desde quando nos criou. Modelou-nos carinhosamente conforme a sua vontade: nossa aparência, habilidades, lugar de nascimento a nossa família; nada foi meramente acidental.
Pelo seu amor, ele estende sua mão e nos atrai para si, através de circunstâncias que ele coloca em nosso caminho, justamente com esse propósito.
Passamos por um novo nascimento através do Espírito Santo, ao aceitarmos Jesus Cristo como nosso Salvador, fomos batizados e cheios do Espírito Santo. Agora, o seu plano é aperfeiçoar-nos. “Pois, devido à nossa fé, Ele nos colocou neste lugar do mais alto privilégio, onde agora nos encontramos e nós confiante e alegremente, ansiamos pelo dia quando realmente nos tornaremos tudo quanto Deus tem em mente que sejamos.” (Romanos 5.2).
Ao recusarmos ver a mão de Deus em todas as situações que nos rodeiam, somos como um vaso de barro discutindo com seu criador. Dizemos: Se eu fosse Deus não agiria assim. Enquanto assim procedermos, não temos paz e a situação não se modifica. Insistimos em entender e aprovar o seu plano antes de nos entregarmos a ele. Essa maneira de ser levanta uma barreira entre Deus e nós. A aceitação do plano divino deve vir antes do nosso entendimento; Precisamos confiar em Sua Palavra.
Deus não criou o mal, porque Deus é amor. Mas criou seres com livre arbítrio e com capacidade de fazer o mal. O mal apareceu como consequência da rebelião do homem, e permanece no mundo com a permissão de Deus, mas sempre sujeito à vontade dele. Nenhum mal pode se aproximar de nós sem a permissão de Deus. Justamente porque o mal existe, Deus mandou seu Filho para morrer na cruz a fim de quebrar o poder do mal na vida dos que crerem nele. “Os maus inclinam-se perante a face dos bons” (Prov. 14.19).
Jesus não foi um pacifista. Quando ele disse: “Não resistais ao perverso”, ele quis dizer que devíamos usar a nossa energia reconhecendo o poder de Deus sobre o mal, e reconhecendo que algumas vezes Deus prefere usar as circunstâncias aparentemente maléficas para realizar o seu plano perfeito. “Sujeitai-vos, portanto a Deus. Mas resisti ao diabo e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus e ele chegará a vós.” (Tiago 4.7,8) “Sede vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor... ficai firmes na fé. ...Deus... vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar” (I Pe 5.8-10).
Precisamos estar vigilantes para perceber o ataque do inimigo, mas a nossa atenção deve ser focalizada em Deus, e não em Satanás. Temos que estar cientes da existência do nosso inimigo, mas a nossa segurança não está em vigiar o inimigo, mas em sabermos que Deus é poderoso. Se deixarmos que o medo, as dúvidas e a preocupação com a presença do inimigo tomem conta de nossa mente, impediremos que o poder de Deus intervenha.
Deus permitiu que Satanás atormentasse Jó porque amava a Jó. Deus permitiu que Cristo fosse pendurado na cruz porque amava o seu Filho, bem com a nós. Deus permitiu que as forças das trevas e do mal ganhassem uma vitória aparente – aparente para o nosso ponto de vista – mas durante todo o tempo o plano perfeito para a salvação do mundo estava sendo posto em ação.
O caminho de Deus pode nos levar a batalhas violentas, à fortes tempestades, ou ao fogo, ou a inundações. Entretanto, onde quer que estejamos, a presença de Deus nos acompanha, e sua mão nos guia
“O caminho de Deus é perfeito. A palavra de Deus é provada; ele é proteção para todos os que nele se refugiam” (salmos 18.30)
Por Litrazini

A PAZ COM DEUS



Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo (Romanos 5:1).
Nos capítulos 3 e 4 de sua epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo estabelece o fato de que os pecadores só podem ser justificados diante de Deus pela fé, simples fé em Cristo e em Deus, Quem O ressuscitou dentre os mortos.
Nos onze primeiros versículos do capítulo 5 Paulo mostra os resultados gloriosos que a justificação traz consigo para o crente. O primeiro a ser mencionado é a “paz com Deus”.
Colossenses 1:20 afirma que Jesus Cristo fez “a paz pelo sangue da sua cruz”. Sua obra de expiação é a base para aqueles que eram “estranhos” e “inimigos de Deus” serem de fato reconciliados com Deus (vv. 20-22).
Obtemos uma parte pessoal nesta paz através da justificação pela fé.
A paz com Deus é de modo algum dependente da disposição de ânimo do crente; ela repousa sobre o que aconteceu fora do alcance do indivíduo: por meio de Sua morte Jesus Cristo fez propiciação por todos os pecados do crente, e com base nessa obra Deus justifica o pecador. Assim a paz com Deus é algo sólido.
O cristão sabe que ele foi aceito por Deus. Sua consciência já não mais o importuna. Nenhum outro pecado lhe é imputado, porque Cristo fez expiação por ele. De modo que reina permanente paz entre Deus e o cristão.
Esta “paz com Deus”, que foi estabelecida uma vez por todas e que o cristão possui, não deve ser confundida com “a paz de Deus”, de que fala a Bíblia em outro lugar.
A paz de Deus traz alegria para o cristão e o fortalece à medida que lança todos os seus cuidados sobre Deus Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.  E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. (Filipenses 4:6-7).
Paulinho Degaspari